segunda-feira, 28 de setembro de 2009

GEACs -Pedagogia ao longo da história/Tensões na escola

UFBA/Irecê
Formação em serviço dos professores do município de Irecê
GEACs - Pedagogia ao longo da história/Tensões na escola
Tutores : Roseli Sá e Marcea Sales
Aluno cursista Gervásio Mendes Mozine

A escola que urge acontecer

É lamentável saber que ainda existe no meio escolar atual, resquícios do período medieval. Depois de tantas mudanças, de tantos auges de estudiosos, de tantas guerras e batalhas por melhores dias de vida das pessoas, ainda é preciso nomear um ou dois séculos e ascender ilustres nomes de estudiosos e assim deixar definitivamente para trás a antiguidade. Júlio Groppa Aquino ainda é otimista quando diz que: “Em pleno século XXI, fazemos uma escola com se ela fosse igual à de 1950, elitista e uniforme. E o que é pior: desejando que ela continuasse assim”
Combatamos então o passado. Que venha então algo que torne o ser vivente empolgado a buscar o novo, sem ser necessário o aluno, o mestre, o estudioso, estar repetindo o que lhe ensinaram; que venha algo que fortaleça o ser vivente a defender suas idéias construídas a partir de suas razões; que venha algo que desestabilize, mas não deixe enfraquecer o aprendiz; que venha um mestre, um professor, um sábio audacioso que não tenha a verdade absoluta; que venha uma escola de homens que não estabeleça limite de dias, horas e anos e encarcera o ser vivente aprendiz, pressionando professor a empurrar goela abaixo todo seu conhecimento que possui no exato determinado tempo, que outrora fora de outro e que outrora fora de outro... Que viera a.C talvez.
A minha, a sua a nossa escola precisa não somente ensinar o latim e tolices como dissera o filósofo Voltaire à educação dos Jesuítas e nem tampouco “nem um homem em 300 anos” como o historiador Michelet.
A minha, a sua a nossa escola precisa formar para viver melhor, para sentir prazer, para aprender prazerosamente, para ser solidário, respeitador, ser gente de prosperidade.
A minha, a sua a nossa escola precisa de um currículo que ofereça mudanças no caminhar, não um cilindro com duas aberturas, uma de inicio e outra de saída, nem muito menos um Ratio Studiorum que não permite sequer mudar a homília da aula, que não admite diferentes pessoas, diferentes espaços, diferentes formas de aprender, diferentes climas... um currículo que mesmo não permitindo “ensinar tudo a todos” Comênio, disponibilize tudo a todos.
Precisamos de uma escola viva como a de Paulo Freire, que é, “sobretudo gente” pois nada há nela a não ser gente, seja em pessoa, seja em escrita, seja em arte, seja em caricaturas...
Precisamos de uma escola que mostre a importância das letras, dos números, dos nomes; uma que tenhamos vários olhos para nos proporcionar erudição, para que tenhamos menos obediência, para que tenhamos orgulho do que somos e fazemos de bem, para abolirmos a ideia que o estado precisa de homens rudes porque existe para eles trabalho rude.
“Não queremos vários olhos para sermos vistos como monstros” (Cardeal Richelieu) e sim para enxergar distante, enxergar com a razão minha e do oponente.
Escola do “Não” só deixará de existir ao aparecer a escola do “Sim” e ao aparecer novas idéias contrárias às da antiguidade, medieval, renascentista, moderna, iluminista e ainda à contemporânea.
O momento urge de se acreditar que o passado é para reflexão em busca de melhoras, é preciso acreditar que Eu, homem do último período do século XXI, sou mais evoluído que os antepassados, que as políticas de hoje são bem diferentes das deles que eram para poucos.
Não posso mais fazer sobressair os Europeus como faz Ricardo Machado em “A vida e a Escola” fazendo questão de ser “Ocidental” suas heranças de escola. Não vejo o vivente racional como um ser em um passado distante, apesar de muitos mostrarem um espírito construtivo “antiquado”. Acredito nas idéias, nos problemas e nas soluções de hoje.
A escola do “Talvez” está presente somente nas idéias deles. Em uma dificuldade de aprendizagem fala se sempre “talvez aprenda com o método tal”, talvez aprenda com Vigotsky, com Perrenoud, com Piaget, com Paulo Freire e talvez com e talvez com ...
Talvez as buscas vivas de Emilia tornem vivas as esperanças de dias melhores, ela está viva e presente em nossos dias!
Talvez!

Gervásio M Mozine
Gasola
27/09/2009


REFERÊNCIAS:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação. São Paulo: Moderna, 1989.

A VIDA E A ESCOLA: uma reflexão[1]Ricardo Machado; http://www.viegasdacosta
.hpg.ig.com.br/ricardovidaeescola.htm;

Escola é... Paulo Freire http://eejosejoaquim.blogspot.com/2009/06/escola-e-paulo-freire.html (Acesso em 07/08/2009)

Um bom gestor muda a escola José Manuel Moran ,Trecho do livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. São Paulo: Editora Papirus, 2007.

http://www.jvanguarda.com.br/2007/10/18/nenhuma-crianca-pode-ser-deixada-para-tras/ outubro/2007

A vida invade a escola Luciana Zenti [1] Nova Escola, 04/2001

E a Propósito, o Que é a Escola e Para Que Serve?Alberto Martins Teixeira
http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=938 (Acesso em 07/08/2009)

Mas o que é a escola Gabriel Perissé [1] A escola não está aí por acaso. Revista Profissão Mestre
http://e-educador.com/index.php/projetos-de-ensino-mainmenu-124/77-projetos-de-ensino/2841-escolas4 (Acesso em 07/08/2009)

sábado, 22 de agosto de 2009

testando o workspace

Se estiver interessado em compartilhar um documento é só usar o exprimento do WORKSPACE é próprio para trabalho em grupo, principalmente quando não é possível reunir o grupo para produzir ou mdificar algum texto ou outros.
Use o link para testar o compartilhamento

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Código Fonte o que é?

Olá,
Para quem tiver interesse em conhecer como é o Código Fonte clica com o botão esquerdo do mouse no "Gasola Play", abaixo dos arquivos, vai aparecer uma janela com o nome código fonte. você clica e se delicia com o tanto de códigos e mais códigos...
Gasola

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Reflexão - Levanta Alexandro!!!

QUANTIDADEEEEEEEE! MAISSSSSS! MAISSSSSS! E MAISSSSSSSS!!!!!...

Se o ser humano fosse sempre avaliado pela quantidade de trabalho realizado, os escravos seriam os de melhores notas e os mais reconhecidos pelo tanto que fizeram.
Não posso defender a ideia de uma sociedade me mensurar como se eu tivesse que levar chicotadas para mostrar o meu trabalho, pagar embaixadas ou de expor minha dentadura para saber se ainda sou apto a seguir o sistema hora falado, hora imposto por uma "legião de pessoas" que se acham mais poderosos e mais brilhosos que as estrelas".
"Vargas" brilhou porque sua luz iluminava uma era ditatorial onde todos tinham que seguir aquele caminho iluminado por ele ou então tinham seus olhos tapados. "Lula" reluz porque a luz está presente nos olhares das gentes que esbanjam democracia (poder que emana do povo) não poder que emana de um sistema bruto!
Quantidade hoje é o mesmo que excluir os menos endinheirados que ainda levam uma carta para ser entregue ao parente longe e esperando uma resposta Deus sabe quando, pois nem imagina em comprar um telefone, computador ou outros meios que favoreçam executar uma pilha de trabalhos e rodear o mundo em poucos minutos.
O que carrego no momento é o peso que posso carregar. Talvez venha adquirir mais um pouco de músculos para poder trafegar com um peso que não ultrapasse a tara, mas não quero a carga que suga o meu limite.
Eu, voce precisamos ser mensurados pelo que foi possível fazer. Ninguém pode condenar alguém pelo que não fez ou deixou de fazer. Pode!?
O meu colega Alexandro faz parte desse monte de palavras umas próximas das outras que tentam mostrar o peso que pesa a quantidade após uma conversa de desabafos de carga de trabalho.
Vamos rapaz! Venha carregar o peso que lhe é possível! se houver só quem coloque pedras em sua carga peça para levar em duas, três ou mais viagens! è melhor carregar do que ser carregado! Hehehehehhehe
Gervásio Mendes Mozine

Oficina de Imagem - Roteiro para Vídeo

Roteiro para o vídeo da oficina de imagem - Vida de um ex-combatente

GELIT - Machado de Assis - Dom Casmurro?

SIGNIFICADO DO NOME DOM CASMURRO
Nos dicionários, que Bentinho – ou ironicamente Machado – dispensa-nos consultar, casmurro aparece primeiramente com o signifcado de teimoso, implicante, cabeçudo; Dom, como forma de tratamento dada a nobres e dignatários da igreja católica, sempre seguida do nome de batismo.
Eis aí outra pista para a busca de entendimento dessa personagem. A caracterização, apresentada por ela mesma, calou-lhe tanto na alma que resolveu usá-la como título para a história de sua vida – “Também não achei título melhor para a minha narração [...]” (DOM CASMURRO, p.809).

Talvez passe despercebida toda a importância desse capítulo para traçarmos o perfl dessa instigante personagem. Buscaremos, entretanto, algumas referências existentes especialmente no título da obra – um apelido que lhe fora dado por um poeta do subúrbio -, para inferirmos com o texto e, se nos for possível, interferirmos na sua signifcação.

Casmurro, em seu sentido primeiro, dicionarizado, traz-nos a idéia de obstinado, teimoso, cabeçudo. O adjetivo carrega, semanticamente, o peso do negativo. Caracterizar alguém, usando-o, é, sem dúvida, depreciativo. A obstinação e a teimosia conferem às pessoas traços de personalidade marcados pela irredutibilidade: idéia fixa; pré-julgamento; incapacidade de reconhecer os próprios erros ou de voluntariedade e tantos outros.

Antecedendo ao adjetivo já substantivado, encontramos o vocábulo Dom, cujo valor, em português, equipara-se ao de sir, em inglês. Entendamos, a partir dessa explicação, Dom Casmurro por “Senhor Obstinado, Teimoso, Cabeçudo”. Sem dúvida, Dom acaba por conferir a casmurro a confirmação dessa irredutibilidade: aquele que é senhor, dono, tem plenos poderes pela consciência daquilo em que pensa, daquilo que quer e em que acredita.

Livro pra Tela - Vidas Secas

A narrativa tem lugar no sertão nordestino e começa com a fuga de uma família da seca: Fabiano, o pai, Sinhá-Vitória, a mãe, os dois filhos e a cachorra Baleia.
Fabiano é um vaqueiro, homem bruto que tem enorme dificuldade em articular palavras e pensamentos, que se sente um bicho e muitas vezes age como tal. Não tem aspirações e nem esperanças, do mesmo modo como não se tolera e não tolera o mundo em que vive. Sinhá-Vitória, sua esposa, se sai melhor em seus pensamentos e diálogos, apesar de restritos.
O menino mais novo parece não ter nome e nem uma forma comum de se comunicar. Sua única aspiração é ser como Fabiano.
Nas mesmas situações está o filho mais velho, que só quer um amigo, conformando-se com a presença da cachorra Baleia, que parece ter um pensamento mais linear e humano que o resto da família. A história se desenvolve com o estabelecimento da família numa fazenda e a contratação de Fabiano como vaqueiro. Ele passa, a partir daí, a ser humilhado constantemente pelo patrão e pelo soldado amarelo, até a família ter de fugir novamente em virtude da seca que assola a região da fazenda.
O Livro e o filme utilizam-se de imagens distintas – mas igualmente impactantes – por força de seus meios semióticos diversos para denunciar a condição miserável pela qual passam milhares de famílias do sertão nordestino.