quinta-feira, 10 de junho de 2010

SOFTWARE LIVRE DA MATEMÁTICA

Gostei de ter participado co Curso, pois não imaginava que os jogos online e também em CD poderiam ser potenciais para trabalhar as TIC com nossos alunos. fiquei contente em aprender fazer e depois saberfazer em sala com os discentes. Link para o relato de uma atividade com a professora Clébia.

MOZINE BLOG: SLIDES: INTERATIVIDADE

link para o Slides Cibercultura

SLIDES: INTERATIVIDADE

O site SLIDESHARE.NET permite aos imigrantes digitais, professores, trabalhar com seus alunos numa princípio de interatividade e comunicação.

clique no link e veja o resultado da aulas de Educação e Cibercultura com Maristela Midlej

domingo, 6 de junho de 2010

Educação e Cibercultura

Pensando em formação posso afirmar que, apesar das tecnologias de comunicação e informação – TIC terem seu apogeu na década de 70, sou realmente um imigrante digital. Lembro muito bem que em 1998, quando trabalhei com uma turma de Aceleração, troquei minha bicicleta vermelha, Monark por uma câmara Panasonic, para usar como recurso didático em sala de aula acompanhado de vídeo cassete.
Em 1999, com fotos dos alunos, em uma peça teatral, usava power point, fazia a edição dos slides e usava mais como mostra do recurso tecnológico, numa aula diferente.
Em 2001, diante de um Projeto Político de Aprendizagem, meu irmão mais novo, Wagner, fez um programa onde permitiu que toda comunidade participasse dando seu voto para eleger os membros do Grêmio Estudantil da Escola. Levei o primeiro computador, alugado por dois dias, para que todos pudessem apertar em suas teclas numéricas. Todos falavam que o computador é bicho sabido!
Hoje, oito anos após essa façanha, me sinto um pouco daquela geração, pois acho o homem que programa o computador, um bicho sabido.
Trago os relatos para afirmar que apesar dos contatos que tive com as TIC, bem antes que muitos professores, continuo um imigrante digital e assim reforço a análise teórica de Lévy(1999) quando diz que um profissional estará ultrapassado cinco anos após ter concluído sua formação, se não aderir a um processo de aprendizagem permanente.
Mesmo tendo um pouco de contato, por intermédio dos meus irmãos mais novos, com o computador, a internet discada, editor de texto, msn vejo que minha formação começou a partir da minha inclusão no curso. Através dele pude perceber e até entender como utilizar as ferramentas tecnológicas no processo pedagógico, sendo que primeiro tenho que saber e logo saberfazer.
O curso Educação e Cibercultura me mostrou conceitos e espaços adequados para se aplicar em sala de aula, para aumentar meu leque de conhecimento sobre Cibercultura, cultura contemporânea. Foi possível perceber os ambientes que estimulam o cognitivo, a importância da escrita, o ritmo de velocidade que vivemos com a internet, bem como a importância do WIKI e suas escritas colaborativas.
A professora Maristela Midley, com seu jeito meigo e simpático de conduzir a atividade, me levou a viajar além do que ela trouxe. Para alimentar um glossário, tive que percorrer vários hipertextos em busca de um link que me conduzisse ao meu objetivo. Permitiu aprender o conceito da nova linguagem contemporânea digital. Vi que entender as relações com os conceitos de tempo e espaço não é necessariamente, estar no mesmo lugar e mesmo tempo para comunicar-se com alguém. De forma Sincrona, é necessário estar ao mesmo tempo conectado, a exemplo do chat. Já, ao comunicar-se por email, não é necessário essa conexão, não se faz necessário que os dois computadores estejam ao mesmo tempo conectados à internet. Isso se dá de forma Assícrona.
Me levou a entender, também, que o informático-Mediático, depois da Oralidade e da Escrita, é o terceiro Pólo do Espírito Humano com as mudanças nas tecnologias intelectuais. Foi possível entender que com o surgimento da WEB2.0 substituiu a 1.0 que só era possível fazer leitura. Com a WEB 2.0 é possível criar coisas. Passamos para criador e ativos membros.
As leituras indicadas me levaram a refletir numa formação permanente. Lévy(1999), porpõe a educação continuada ou permanente com necessidade do ser humano sem limites de idade ou de concepções, ao longo da vida, com o intuito de promover seu aperfeiçoamento global. Paula Moreira, Paulinha, em aula no GEAC Diário – do Produto ao Processo – reforça o pensamento de uma formação continuada, quando pergunta a um cursista:
-E quando terminar o curso, você vai parar de aprender, de pesquisar, de buscar novas ferramentas tecnológicas para sua prática pedagógica?
A partir das duas indagações, complemento que é preciso ter vontade, persistência e disciplina para poder estar inserido num processo pedagógico contemporâneo, até porque a mudança de paradigma está ligada à transformação de relação com o saber, como acredita, também, Lévy.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

AVALIAR É PRECISO! JÁ! JÁ!

REFLETIR PRIMEIRO, AVALIAR DEPOIS.
AVALIAR É PRECISO, SABER O QUE AVALIAR É MAIS NECESSÁRIO AINDA.

"Saiba que estou em você, mas você não está em mim".(Raul Santos Seixas - Gita)

Não podemos mais admitir que as avaliações dentro das escolas permaneçam no mesmo corriqueirísmo e desencanto sem saber o que realmente avaliar, sem saber que tipo de ser humano formar. John Watson já dizia que se lhe dessem dois bebês ele faria um homem de bem e o outro criminoso. Loucura dele ou não, tudo isso ainda é possível. Já imaginopu se o Watson criminoso estiver dentro dos professores. Pense muito quando for abrir a boca para dizer, no dia do conselho de classe final de sua escola, que seu aluno será reprovado porque ele não aprendeu nada. Será que não aprendeu ao menos, geograficamente falando, o itinerário de sua casa, se é que tem, até a escola? e por falar nisso, quando o ir e vir será válido nos currículos?
Não esqueçam que também seremos avaliados! Mas cá ao menos podemos querer! Ter, sabe se lá como ou quando!
Como em nossa UFBA/Irecê não tem corredores, as conversas e indagações ficam aos arredores, na mesa de bar, nos encontros de orientação e em outros meios comunicáveis.
Queremos mesmo ou só é conversa de desabafo?
Queremos saber qual é mesmo a intencionalidade de algumas atividades do curso. Algumas puramente tecnicistas e ou talvez profissionalizantes tende a desatar algum nó da corda sem ponta, rizomaticamente falando? Queremos entender por que só podemos entender aquilo que o outro que me ensina entende. Queremos saber o que há de errado em citar as inteligências múltiplas de Gardner. Queremos entender por que temos que saber de tudo do mesmo tanto que o outro sabe. Queremos entender que tipo é esse que se chama autonomia. Queremos entender por que temos direito de ir e vir e mesmo assim continuamos pedindo para mijar. Se fosse defecar não daria tempo mesmo! hehehehe! E por que não posso rir virtualmente? Vai dizer que isso também não pode?!

Gasolina
Apertos de mãos em tempos não políticos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

OFICINA DE ÀUDIO

As inovações tecnológicas estao cada vez mais presentes na vida das pessoas, na vida dos alunos e dentro da escola. Os profissionais professores ressaltam a necessidade da escola dispor dos recursos mínimos para que as TICs façam parte de suas aulas e dinamizem a forma de ensinar.
Quando gestor da Escola José Pereira Durval (Povoado Umbuzeiro) uma caixa de som amplificada e um microfone foram comprados e isso incentivou o professor Herbate (colega) a criar um projeto chamado "Rádio Escola" e assim trabalhou o projeto "Fazendo Política". A essência da informacão nao é divulgar o que aconteceu enquanto gestor, mas fazer um chamativo para explorar o que se tem de TIC dentro da escola. Estou como professor desde o inicio do ano letivo com turmas de EJA, e para contrariar a opinião daqules que dizem não trabalhar por não ter o recurso na escola fica meu mau exemplo. Desde o início do ano sei que tem na escola um sistema de som, e no entanto só agora no último bimestre, depois de participar da oficina de áudio é que faço um projeto para explorar o recurso com meus alunos.
"Nunca é tarde para começar" não pode fazer parte do nosso currículo escolar, mas muitas vezes é melhor tarde do que nunca.
O projeto Rádio Matemática quer receber suas sugestões e adesões. Segue abaixo.



O desacreditado sofre
porque não lhe é proporcionado crédito,
o incrédulo sofre
porque não acredita
que o pouco que se faz em prol de alguém
gera mudança positiva.
Gervasio Mendes Mozine
17 de outubro de 2009



IRECÊ -BA

Ano 2009


PROJETO DE APRENDIZAGEM
ESCOLA MUNICIPAL MARCIONILIO ROSA
PRODUCAO DO PROJETO - PROFESSOR GERVÁSIO M MOZINE
DISCIPLINA FOCO – MATEMÁTICA
PÚBLICO ALVO – ALUNOS DA EJA
TÍTULO DO PROJETO - RÁDIO MATEMÁTICA
COLABORADORES ESSENCIAIS NA APLICABILIDADE DO PROJETO:
GESTORAS – CLÁUDIA, NORMANDIA
COORDENACÃO - DEISE
PROFESSORES DAS DEMAIS DISCIPLINAS e
AUXILIARES DE DISCIPLINA





OBJETIVO GERAL: favorecer um ambiente que provoque o alunado a falar e compreender matemática sem necessariamente ser no momento da aula de matemática, e assim, com o uso das TICs, buscar tornar a escola mais atrativa na forma de ensinar, objetivando também que o aluno permaneça na escola e conclua o ano letivo com as competências matemáticas necessárias para cursar o ano escolar seguinte

JUSTIFICATIVA : Explorar as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), intencionalmente para melhorar o desempenho dos alunos em interpretações de problemas matemáticos e criar estratégias para resolver uma soma, uma subtração, uma multiplicação e divisão com desafios dos conteúdos explorados.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS PARA O ALUNO:
· Resolver problemas usando soma, subtração, multiplicação e divisão;
· Relacionar situações com o desafio e suas estratégias de resolução;
· Desenvolver atitudes e hábitos de trabalho em equipe;
· Conhecer métodos e procedimentos para solucionar um desafio matemático;
· Desenvolver estratégias de leitura facilitando a compreensão de problemas matemáticos;
· Explorar o uso da fala por meio do microfone para melhorar a oralidade;
· Explorar verbalmente o que registrou ou o que compreendeu sobre conteúdos explorados;
· Fortalecer os princípios de cooperação em equipe;
· Estimular o colega a participar e colaborar das atividades propostas pela escola;
· Fazer uso dos recursos calculadoras e celulares auxiliando o processo de resolução de problemas matemáticos.

DURACÃO: um bimestre

FOCO: Alunos da EJA

ESTRATÉGIAS:
· Usar a mesa de som da escola como ponto de comunicação entre professor e aluno e os demais alunos das salas;
· Criar um mural chamativo para divulgar os desafios propostos;
· Envolver os professores das outras disciplinas que estão na sala no momento;
· Usar os dez ou quinze últimos minutos da aula antes do intervalo para a apresentação das respostas do desafio do dia anterior através do sistema de som;
· Aproveitar a participação como forma de avaliação;
· Apresentar os trabalhos em forma de equipe por meio de alunos representantes, cada dia um diferente;
· Permitir a exposição do desafio proposto também por meio da escrita e por telefone;
· Convidar professores de outras escolas (que lecionam matemática) para difundir ideias e estratégias de resolução de problemas matemáticos;
· Convidar locutores profissionais para colaborar nas apresentações do programa de rádio;


AMBIENTES PARA APLICACÃO DO PROJETO:
· Escola – salas e pátio na primeira das duas etapas;
· Clube com piscina e árvores, na segunda etapa

DESENVOLVIMENTO:
· Apresentar o projeto para os envolvidos;
· Colocar no mural dois desafios para serem resolvidos na segunda e última etapa. Ex: quantos litros de água cabe nas piscina? (clube a visitar) Qual a altura da árvore? (alguma árvore no clube, encontrar o resultado sem subir na mesma)
· Colocar no mural o desafio para o dia seguinte;
· Colocar no mural, gráfico das pontuações por sala e por aluno;
· Convidar o aluno para expor, pelo sistema de som da escola, como encontrou a resposta do desafio (máximo dois alunos por sala devido ao tempo);
· Das respostas apresentadas, o professor aponta a verdadeira e se possível apresentar outras formas de como seria encontrado a resposta;
· Apresentar os resultados encontrados por meio do sistema de som;
· Colocar no mural as respostas encontradas pelos alunos;
· Apresentar em um dia da semana os desafios relâmpagos, podendo o aluno dar a resposta via celular, ao vivo, para todas as turmas ou por escrito para o locutor fazer a leitura;
· Comunicar via celular, com professor de outra escola para expor, pelo rádio matemática, estratégias de como encontrar o resultado do desafio proposto (o professor é comunicado antecipadamente e já esta sabendo do que se trata);



RECURSOS:
· Microfone;
· Mesa com saída de som para as salas;
· Papel metro;
· Pincel atômico;
· Rádio gravador;
· Celular com viva voz;
· Telefone;
· Cartolina;
· Panfletos de lojas

AVALIACAO:
· Acompanhamento do processo participativo;
· Auto-avaliacao;
· Analise dos registros efetuados com as estratégias usadas;
· Verificação, por meio de formulários, da participação e o domínio, através das respostas escritas, adquirido diante do desafio proposto;
· Prova com os conteúdos explorados no projeto;
· Analise e verificação da compreensão e interpretação do problema matemático;
· Cooperação no trabalho em equipe.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Critica: Cinema, Aspirinas e Urubus

Saíndo de uma guerra e entrando em outra

A vida dos sertanejos residentes nos sertões de Pernambuco e Paraíba é vista através das telas do cinema como algo que entristece, pela carência de alimentos, pela fome, pela falta de instrução e a falta de chuvas. Também é vista como algo que agrada na pessoa resistente, otimista, simples, trabalhadora, corajosa e religiosa que é a do sertanejo.
Longe de ser uma comédia, como muitos filmes retratam os sertanejos, Cinema, Aspirina e Urubus enfoca as pessoas que vivem no semi-árido nordestino como verdadeiros heróis por conseguirem viver numa miséria quase absoluta sem nenhuma perspectiva de vida digna do ser humano. O filme que traz um autêntico alemão – Peter Ketnath - no papel principal com o nome de Johann que foge do seu país, Alemanha, para não matar Judeus como obriga a guerra posta por Alemanha, Itália e Japão os chamados países do eixo. Johann chega ao Brasil no seu caminhão baú chevrolet com um projetor de imagens que usará para fazer propaganda das milagrosas aspirinas ao povo dos sertões de Pernambuco e Paraíba. O longa metragem tem a direção do próprio produtor, Marcelo Gomes, que inspirado em seu avô que vendia pílulas de remédios deu razão para enredar seu filme. O road-movie, filme de estrada, mostra um cenário original com suas cores cinzentas e seu povo enrugado pelo maltrato do sol escaldante. Substituindo o dialogo dos personagens aparece a lente das câmaras e as músicas de época tocadas no radio do caminhão.
Na viagem pelo sertão Johann encontra um sertanejo por nome de Ranulpho que coloca para o recém conhecido colega o desejo de ter uma vida mais digna e menos sofrida e em busca disso segue com Johann após concordar de ajudá-lo na empreitada de vender aspirinas.
Em 22 de agosto de 1942 o Brasil junta aos países aliados e declara guerra aos nazistas. É a partir daí que Johann escuta pelo rádio de seu caminhão que não mais poderá comercializar suas aspirinas dentro do país Brasil. Ele fica entre duas alternativas, voltar para Alemanha e enfrentar a guerra sangrenta ou dar um jeitinho e ir para a guerra de exploração de mão de obra no ciclo da borracha na Amazônia.
O filme é recomendadíssimo aos educadores principalmente para trabalhar o contexto da segunda guerra mundial que envolve a Alemanha nazista, a Itália fascista e o Japão militarista, chamados países do eixo que declaram guerra ao mundo.
Gervásio Mendes Mozine
25/09/2009