quarta-feira, 1 de julho de 2009

Em nome da Rosa - comentário

"O nome da Rosa"
Romance de estréia do crítico literário italiano, Umberto Eco, O Nome da Rosa é uma narrativa policial, ambientada em um mosteiro da Itália medieval. A morte de sete monges, ao longo de sete dias e noite...
O filme “O nome da Rosa” trata da história ocorrida no ano de 1327 – Século XIV - num Mosteiro Beneditino Italiano que continha, na época, o maior acervo Cristão do mundo. Poucos monges tinham o acesso autorizado, devido às relíquias arquivadas naquela Biblioteca.
No Filme, um monge Franciscano e Renascentista, interpretado pelo ator Sean Conery, foi designado para investigar vários crimes que estavam ocorrendo no mosteiro. Os mortos eram encontrados com a língua e os dedos roxos e, no decorrer da história, verificamos que eles manuseavam (desfolhavam) os livros, cujas páginas estavam envenenadas. Então, quem profanasse a determinação de “não ler o livro”, morreria antes que informasse o conteúdo da leitura.
O Livro havia sido escrito pelo Filósofo Aristóteles e falava sobre o riso: “Talvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, porque a única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade”.
Isso tudo sugeria, além de outras coisas, principalmente pela razão, que Jesus sorriu, pois Ele (Jesus), além de amar todos os homens, desejava que todos encontrassem a verdade e, através dela (da verdade), fossem libertos.
E na história, por trás de “quem matou e quem morreu” aparecem nítidas disputas entre o misticismo, o racionalismo, problemas econômicos, políticos e, principalmente, o desejo da Igreja em manter o poder absoluto cerceando o direito à liberdade de todos.
A Igreja não aceitava que pessoas comuns tivessem acesso ao significado de seus dogmas (fundamentos da religião) nem questionassem e fossem contra os mesmos e, por esse motivo, para definir o poder sobre o povo, houve a instauração da Inquisição que foi criada para punir os crimes praticados contra a Igreja Católica que se unia ao poder monárquico.
O período Renascentista que se desenvolveu na Europa entre 1300 e 1650, época em que se desenrola o filme (1327), vinha de encontro a Igreja, exatamente porque o Renascimento pregava a valorização do homem e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural.
Dessa forma, o Monge Francisco e Renascentista, William de Baskerville, utilizava-se da Ciência e conseqüentemente da razão para dar solução aos crimes do mosteiro e desagradava, em muito, a Santa Inquisição, na figura do Inquisidor Bernardo Gui que realmente existiu e foi considerado um dos mais severos inquisidores.
Na Biblioteca do Monastério haviam pergaminhos que falavam sobre a infalibilidade de Deus e que não era preciso se ter uma fé cega em detrimento à figura do homem. Para não se ter uma fé cega é preciso utilizar-se da Ciência como instrumento principal para se desvendar os mistérios impostos pela religião.
Por esse motivo, a Ciência teve ascendência sobre a religião, pois através da razão vários mistérios eram descortinados, inclusive o poder desenfreado da Igreja que, na verdade, só contribuiu para o misticismo e o entrave do desenvolvimento intelectual de todo um período histórico, principalmente o da Idade Média, cercado pela Inquisição e seu poderio absurdo e desmedido.
MEG KLOPPER
Publicado no Recanto das Letras em 26/09/2006Código do texto: T249488

Alfabetização - Diagnóstico dos Alunos do 1° ano

ATIVIDADE DE ALFABETIZAÇÃO

DIAGNÓSTICO DOS ALUNOS DO 1° ANO
Esc Marcionílio Rosa

Relação temática – animais
Rinoceronte, formiga, tigre, cão
Frase: a formiga picou meu pé

Leonardo – grafou algumas letras como A e M, mas não leu nenhuma delas e leu o nome corrido sem silabar em todas as palavras pedidas. Na frase aconteceu a mesma coisa, leu a palavra toda.
Hipótese pré-silábico

Guilherme Maciel – fez seu nome depois que eu pedi e fez a data sem que eu pedisse. Leu todas as palavras se uma só vez sem silabar. A mesma coisa aconteceu com a frase
Hipótese alfabética

Kelly – registrou o nome. Grafou as palavras e leu letra por letra e falou o nome das mesmas de uma só vez sem silabar. A mesma coisa aconteceu com a frase.
Hipótese alfabética

Jandson - perguntou se era a letra A quando pedi para escrever rinoceronte e leu somente a letra A falando a palavra toda. Para formiga falou que era um A e um I e leu (a formiga). Para tigre falou que era um I e um A e para cão somente A e O. Na frase cada letra representou um nome.
Hipótese pré- silábico

Orlando - quando pedi para escrever a palavra rinoceronte ele perguntou se a letra era o número 1 (apontou para o número 1). Leu todas as palavras grafadas por inteiro sem silabar. A mesma coisa foi com a frase.
Hipótese pré-silábico

Alfabetização - Escrita e Leitura

REFLEXÕES SOBRE A ATIVIDADE DE ESCRITA E LEITURA COM ALUNOS DA PROFESSORA ALAÍDES (ESC MARCIONÍLIO ROSA)

A atividade foi aplicada com os alunos em duplas e os demais alunos ficaram na sala de leitura com outra pessoa. Eu fiquei com a única dupla da sala em hipótese alfabética e que gerou muitos questionamentos sobre a escrita.
A parlenda foi uma que a professora já vinha trabalhando antes, o que facilitou a compreensão do aluno no momento de realizá-la. “Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar eu tirava Maria do fundo do mar”. Antes de aplicar já imaginava que sentiriam dificuldades nas palavras peixinho, soubesse e fosse e foi justamente o que aconteceu.
Depois de explicar como seria a atividade que era montar a parlenda e não sobrar nenhuma letra, pois todas faziam parte da parlenda, os alunos foram logo montando e ficou assim:
SE EU FOSI MU PEXIOT
E SUBESE NADA
EU IRAVA MARIA
DO FUDO DO MAR.
Eles falaram pronto acabou. Eu disse que tinha sobrado letras e eles precisavam colocar no texto porque fazia parte do mesmo. Pedi para que lessem e fizeram isso rápido como se estivessem cantando. Falei para ler palavra por palavra e observar se não estava faltando ou com letra demais. Percebeu a inversão em UM que estava escrito MU. Então a garota falou que UM se escreve primeiro com U.
Perguntei se alguma das letras não era da palavra peixinho, ele tirou o T dizendo que não tinha essa letra na palavra. Perguntei então de onde era aquela letra e que lesse a escrita IRAVA, logo percebeu e falou que o T era como começava a palavra TIRAVA.
Colocar o R no final da palavra NADAR foi sem muito desafio, pois logo perceberam a diferença entre uma palavra com R no fim.
Pedi para ler a escrita FOSI eles leram fosse. Pedi para lerem SUBESSE e perguntei por que fizeram com E no final e em FOSI fizeram com I. A menina tirou o I e colocou o E que estava sobrando, mas deixou o I de fora.
Pedi para que lessem a escrita deles FUDO. Leram fundo. Perguntei como eles escreveriam FUDO e eles falaram F - U - D - O . Então pedir para ler novamente a palavra que montaram e perguntei como seria a escrita de fundo. Guilherme disse que podia colocar a letra N antes do D. A menina leu, ficou em dúvida com a escrita, mas concordou com o que ele fez dizendo que agora estava certo.
Perguntei sobre outra letra N que estava sobrando e indiquei para ler a palavra peixinho e Guilherme disse que o N de navio era antes do H então colocou as duas letras de uma só vez antes do O. colocaram e leram novamente. Sentiram que faltavam mais letras. Perguntei como se fala se é PEXE ou PEIXE. Depois de falar umas três vezes percebeu Suelle que faltava a letrinha I, então colocaram.
Já estavam cansados e Guilherme começou a querer sair para ir ao banheiro e beber água, senti que já não estava mais rendendo e estava sobrando três letras, dois S e um O. Nenhum dos dois tinham algo que eu pudesse perceber que já usaram o SS algum outro momento, portanto, mesmo eu falando que o S fazia parte de SOUBESSE E FOSSE, eles não acharam como colocar porque elas já tinham um S em cada uma e pra eles era o suficiente.
Foi um desafio gostoso, estava ansioso para chegar o dia de aplicar a atividade. No dia eu não sabia se anotava o que eles falavam, se ria de alegria ou se fazia intervenções. Outra professora, que fotografava, também não agüentou as emoções e a todo o momento caía em risos de alegria. Houve uma bela discussão entre os dois alunos e mesmo os dois em hipótese alfabética, ficou claro o quanto um aprendeu com o outro naquele momento.

GEAC - Lida de Professor Contemporâneo

LIDA DE PROFESSOR CONTEMPORÂNEO

Com as grandes demandas escolares, mudança nos perfis de alunos de décadas anteriores, escolas com metodologias de ensino diferentes das tradicionalistas, um mundo menor do que era visualizado antes da globalização, gama de informações circuladas e passadas por diversos meios de comunicação e em destaque a internet, forçaram profissionais a mudar suas formas de trabalhar, seja no campo industrial, seja na agricultura, seja nas lojas, seja na medicina e principalmente no campo educacional onde está presente a figura do profissional professor. Não há a mínima possibilidade de exercer docência da mesma maneira que há dez anos. O aluno que ia para a escola com um tamborete na cabeça, percorrendo seu trajeto de casa até o ponto de estudar é totalmente contrário do de hoje que quando não vai de moto, pilotada por ele mesmo, vai de carro acompanhado pelos pais e o tamborete foi trocado por muitos cadernos de capas bonitas e outros materiais acessórios sem contar no celular como algo quase que obrigatório, que além da comunicação, entretenimento substitui a velha calculadora pouco usada nas escolas antes.
Não chegou ainda em meu ambiente de trabalho, mas já estamos habituando a falar dos noot books que cada aluno receberá como ferramenta para ajudar a desenvolver suas capacidades leitoras, escritoras e de pesquisa (políticas educacionais públicas), e assim como a escola de porteira foi sendo trocada pela de portão, e hoje pelas muradas, o caderno vai sendo substituído pela máquina muito mais rápida e eficiente que até coloca os acentos nas palavras sem que o usuário perceba.
Diante de todas essas situações e avanços didáticos jamais um professor com perfil arcaico desenvolverá um trabalho que atenda os questionamentos de aprendizagem dos novos alunos, os quais se encaixam num globo contemporâneo, portanto, o profissional da educação precisa ser autodidata, precisa entender de informática porque se não jamais atenderá a seus alunos com aulas em que cada um tem um computador na sala, precisa está se aperfeiçoando mesmo se não estiver fazendo alguma graduação, precisa buscar meios de interação que ofereçam crescimento intelectual constante, precisa garantir sua autonomia para poder opinar e criticar quando das necessidades de mudança no seu ambiente de trabalho ou de uma coletividade. Professor contemporâneo necessita ter o perfil de um profissional que fala a língua da atualidade, que busca sua inserção a cada dia dentro do campo educacional.
Busco me enquadrar dentro desse perfil em que acredito ser o caminho para o ideal, então procuro adquirir saberes que possam me dar esse suporte profissional. Com a continuidade da minha formação enquanto professor pela UFBA/IRECÊ exploro o que tenho mais dificuldades como nas interpretações de leituras acadêmicas, no hábito de ler com freqüência de tudo um pouco e na construção dos diversos estilos de textos, pois sem isso não poderei fazer parte de uma educação contemporânea, lembrando que isso é apenas uma parte necessária entre outras como metodologias de inclusão através das TICs.
Alguns colegas que fazem formação comigo foram meus alunos, então percebo neles a minha identidade profissional, a minha posição hoje no momento era para no mínimo continuar sendo professor deles na UFBA. Meu colega Ariston(coordenador do ponto de cultura em Irecê) começou a lecionar depois que eu, e nesse ciclo, foi meu professor na oficina de imagem. Isso mostra porque sinto dificuldades em alguns saberes necessários enquanto docente e até enquanto pessoa que vive rodeado de novidades do mundo moderno, por isso em momentos oportunos faço questão de mostrar pra eles e para outros que interessam que enquanto estiver atuando na educação você não pode em nenhum momento deixar de buscar e realizar estudos que insira o profissional em um processo constante de aperfeiçoamento para acompanhar o que se vivencia a cada momento desse mundo de mudanças céleres.
As gerações passadas estão adiante de mim porque acompanharam o processo de reformulação de ambiente e de mundo. O meu espelho é uma grande contribuição para as gerações futuras.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Relatório da Pesquisa de Campo SL

UFBA/FACED/PROJETO IRECÊ
PROFESSORA – BONILLA
CURSISTAS: GERVÁSIO, OSENITA E ALEXANDRO
ATIVIDADE SOFTWARE LIVRE
DESCRIÇÃO –– QUAIS ENTIDADES EM IRECÊ USAM SOFTWARE LIVRE

RELATÓRIO DA PESQUISA DE CAMPO

sábado, 6 de junho de 2009

Produção Livre - Cordel Banheiros da Ufba/Irecê

Curso de formação de professores em pedagogia UFBA/IRECÊ
Atividade - Produção Livre
Gênero - Cordel
Cursista - Gervásio Mendes Mozine

FRAGMENTO FUTURO DE UMA MEMÓRIA PRESENTE

Retrata uma situação de um banheiro
que fica no fundo do auditório
que só fica aberto quando estão limpando,
quando algum aluno precisa tem
que ir atrás da chave arriscando encontrar
muitas vezes não dá tempo e termina fazendo
as necessidades em outro local.
fica um banheiro prisioneiro seguido dos xixis!


Banheiros da UFBA/Irecê

Nada mais pode me intrigar
Do que ficar sem entender
Da sentença que está
Sendo cumprida por você

Privaram-te de receber
O líquido belo e precioso
Ele é tão fabuloso
Que te ajuda a viver

Em tua boca enorme
Era esguichado um bocado
E quem te oferecia
Ficava um tanto aliviado

A bexiga já quase sem força
Gotejava pingo a pingo
Enquanto o dono seu moço
Segurava-a pelo pescoço

Sentindo tanta emoção
Pela grande libertação
Daquele líquido fabuloso
Deixando-o menos furioso

Balançava uma,
Duas e até três
Tanta era a sensação
Que balançava mais uma vez

Depois era pegar com jeito
Guardá-la no lado direito
Com dois dedos subir o zíper
E ajeitá-la depois de feito

Olhando o amarelinho
Na boca daquele vaso
Parecia até remédio
Que lhe fora indicado

Agora puxando a cordinha
Para o alimento ser degustado
E na garganta estreita
Desça como quiabo

Parece até gargarejar
Quando o líquido a embalar
Vai descendo e dançando
Até ao seu destino chegar

Agora falo assim
Que graça tem um banheiro
Que não pode ficar com o cheiro
Que foi feito para si

Vive sempre perfumado
Desinfetante, não falta
Mas a sua serventia
Não tem acontecido na prática

O que foi feito para servir
Agora serve para deixar
Os cursistas da ufba
De bexiga a inchar

Quando de uma situação
Que não dá mais pra segurar
Corre em sua direção
E logo vem a decepção

Seguido de um palavrão
Devido a situação do recinto
Pois se encontra fechado
Não aliviando o que sinto

Ninguém sabe informar
Aonde a chave encontrar
E então o desespero
Começa a se formar

Vai logo pensando
Na água quentinha descendo
E entre as pernas escorrendo
O líquido amarelo efervescendo


Caso a chave não encontre
Para libertar o banheiro
E por uns instantes de ouro
Descarregar o besouro

Não libertando os prisioneiros
Não vai dar tempo esperar
E por isso é preciso
Numa parede encostar

Correndo para o oitao mais perto
Ficando mais do que ereto
Para a bexiga esvaziar
Então a alma aliviar

O movimento é ligeiro
Abaixa o zíper com força
Num movimento instatâneo
Agarra o corpo da moça

Colocando para jorrar
O dono vem sorrir
O fuuuuuuu! É imediato
Como o pulo do gato

Num mundo contemporâneo
Que alto fala a educação
Assim não pode mudar
O então hoje cidadão

Como pode um banheiro
Numa universidade de respeito
Viver assim trancafiado
Não podendo ser alimentado

Pode haver mobilização
para uma placa fazer
E uma homenagem descente
Ao banheiro acontecer

E possível até pensar
A qual placa deve ser
E não precisa reclamar
Que é só para esclarecer

Jaz aqui um banheiro
Parece um pouco desordeiro
Uma vez que ele vive
É só usar para o falecido levantar

Proibido usar
Não pode bom ficar
Porque nas vezes que usaram
Ele nunca veio a reclamar

Fica aqui a comoção
De um cursista em educação
Por não permitirem soltar
Quem preso não pode ficar


Um é minha bexiga
O outro é o banheiro
Impedidos de se encontrarem
Pois são dois os prisioneiros

Não quero exibição
Nem tão pouco televisão
Mas se preciso for
O doutor dará razão

Segue aqui um conselho
Não segure de jeito nenhum não
Por que o que poderá ganhar
É uma baita infecção

Não tenho medo da morte
Banda larga vem apontar
Gilberto Gil também fala
Da necessidade de descarregar

Trago aqui um moço bom
Para poder me referenciar
Ele diz em sua música
Da vontade de mijar

Deixou bem claro assim
Morrer ainda é aqui
Não tenho medo de ir
Mas sim depois sofrer

Olha aqui doutor
Um defunto a deitar
E o medo depois de morto
De não poder mijar

Por isso que nesse momento
Levanto do meu acento
Deixo de digitar
Para ir ao meu banheiro urinar


Gervásio Mendes Mozine
Maio de 2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Atividade Meio Ambiente

A atividade com Marcelo Faria foi uma essencial indagação para desmistificar a palavra conscientização que tanto se fala em desenvolver nos alunos e nas pessoas. Ela foi sugerida, ocultamente nos trabalhos, a ser substituída por provocação, o que de certa forma vem com coerência, pois a maioria da pessoas têm consciência que não podem desmatar nem também fazer uso da água e de outros bens da natureza de forma irracional, mas não são provocados a colocar em prática suas consciências de preservação do meio ambiente.
Gervásio Mozine
Veja o mapa conceitual do ambiente em Irecê